segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Seis Músicas

Para cada coisa a se fazer há de existir a lista certa de músicas para aquela sensação. Pensando nisso, o Seis Músicas foi criado para representar cada situação do dia a dia. “Seis músicas para lavar a louça”, “Seis músicas para andar por São Paulo” e “Seis músicas para fazer sexo” estão incluídos no Tumblr do projeto e muitos outros.

Todos podem enviar sugestões de músicas e lista neste link. Para acompanhar todas as listas de seis, basta curtir a fanpage no Facebook e aguardar as novidades. Enquanto isso, aproveite “Seis músicas para ir ás ruas” ou ainda “Seis músicas para quem não te merece”.

sábado, 24 de agosto de 2013

... pro que der e vier...


"Sabe aquela sensação de poder contar com alguém pro que der e vier? Tipo poder compartilhar os momentos bons e dividir os medos e as angústias mais enterradas, sabendo que essa pessoa vai sempre ter um sorriso gostoso pra te confortar e te encorajar a seguir em frente?"


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Um basta às ameaças ao Ártico


Nesse último sábado, dia 17, o Greenpeace realizou uma atividade em prol do Ártico no Viaduto do Chá, em São Paulo. Quem passou por ali naquela manhã pôde conferir o grafite dos artistas Bonga e Feik, há tempos no circuito da arte de ruas de São Paulo, e a realização de uma foto, para alertar sobre atividades de exploração de óleo indevidas. Grafiteiros e ativistas do Greenpeace fizeram uma interação com o público, em demonstração de apoio à causa.
Queremos denunciar a exploração de petróleo em áreas de alto impacto ambiental. Vazamentos no Ártico são mais prováveis devido às baixas temperaturas e poderiam acarretar danos irreversíveis para o ecossistema da região. O apoio da sociedade civil mundial é a única forma de impedirmos que companhias como Shell, Gazprom e Rosnef prejudiquem as sociedades locais e os animais do Ártico.
Trabalhamos por uma revolução energética mundial, com inversão da relevância do uso de fontes de combustível fóssil. Essa mudança só poderá ocorrer com políticas públicas voltadas para a energia renovável, como eólica, solar e dos mares. A mudança das matrizes energéticas trará benefícios para todo o mundo, com diminuição de poluentes na atmosfera e contenção da velocidade das mudanças climáticas.
Denunciamos o petróleo como principal matriz energética mundial e delatamos a forma como é feita sua extração. Queremos prevenir acidentes e não remediá-los tardiamente e de forma imprópria. No Brasil, a exploração no Pré-sal é feita por plataformas antigas e defasadas, que podem acarretar graves danos em caso de acidentes. No Ártico, as tentativas de exploração poderão causar degelo e consequente desaparecimento da região.
Ajude-nos a criar um Santuário na região do Polo Norte, além das águas territoriais dos países do Ártico. Apoie a moratória da exploração de petróleo no Ártico. Fiscalize a exploração de petróleo em seu país. Impeça que nossa fonte de energia prossiga suja e prejudicial para o todo o globo.
*Fabiana Alves é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Os signos e os jornalistas

Seguindo o Blog das Desilusões Perdidas, a querida jornalista Duda Rangel publicou uma comparação, entre os jornalistas e seus respectivos signos. Intitulada "Os signos e os jornalistas" de forma certeira, faz o mesmo que aqueles horóscopos e eu, sagitariana, considero bem verdadeira minha leitura astral. E você jornalista, já viu o que seu horoscopo diz de você hoje? Confira:


O jornalista de Áries é corajoso e impulsivo. Sobe morro não pacificado de boa. “Me dá logo essa porra de colete”, ordena ao próprio chefe. Louco por adrenalina, é perfeito para programas de esportes radicais. Só não peça a um ariano cobrir a escolha de um novo papa ou show acústico do Marcelo Camelo. Porque ele vai ter o impulso de te mandar à merda.

O jornalista de Touro é tão tranquilo, tão tranqüilo, que nem se importa se tranquilo tem ou não tem trema. Se você quiser, ele bota; se não, ele tira. Tem o perfil ideal para os longos plantões. Costuma ser teimoso. Se o entrevistado protestar “mas eu não disse isso que você anotou aí”, o taurino será firme: “disse, sim, senhor”. Mas se o entrevistado quiser, ele tira.

O jornalista de Gêmeos é o melhor dos repórteres investigativos. Adora botar o nariz onde não é chamado. E a orelha e o resto do corpo. Tem uma espécie de comichão ou quentura quando cheira notícia boa no ar. Também costuma investigar as intimidades dos próprios colegas de redação e espalhar os detalhes mais sórdidos por aí. Entre um café e outro.

O jornalista de Câncer, um fofo, trata todo mundo com delicadeza, até o assessor de imprensa que pede para ler a matéria antes da publicação. Romântico, tende a se apaixonar pela fonte, mesmo fonte casada. É o jornalista mais indicado para qualquer função. Só não pise em seu calo, porque ele é capaz de mandar você, delicadamente, tomar naquele lugar.

O jornalista de Leão nasceu para ser o editor, o diretor de redação, o repórter especial-mor. O leonino não é pouca merda, não. Se trabalhar numa assessoria de comunicação, vai querer ser o executivo-mor das contas-mor. Sua personalidade forte tem um charme-mor que seduz focas e estagiários. Emana uma luz jornalística própria, uma luz, tipo assim, mor.

O jornalista de Virgem é o profissional ideal para consertar o texto dos outros. Adora frases como “essa vírgula aqui não existe” ou “tira aquela crase ali antes do verbo”. Grandes revisores, quando estes ainda existiam na face da Terra, foram virginianos. Perfeccionista, ele se autoflagela quando faz alguma merda, chegando a reler manuais inteiros de redação.

O jornalista de Libra, apesar de viver sempre em dúvida se desiste ou não da profissão, curte muito ser jornalista. Desfilar por coletivas ou flutuar por coquetéis de lançamento de qualquer coisa é com ele mesmo. Refinado, o libriano a-do-ra as áreas de cultura e moda. Imparcial, tem grande dificuldade em trabalhar nas grandes revistas semanais do Brasil.

Não existe meio-termo para o jornalista de Escorpião. Ou vai fundo numa apuração ou recusa a pauta. Essa coisa de dar uma aliviada aqui, pegar leve ali não rola. É apaixonado pelo jornalismo a ponto de ficar excitado com uma grande reportagem. Avesso a mimimis, quase não reclama e, por quase não reclamar, quase sempre fica sem assunto no bar.

Amante da liberdade, o jornalista de Sagitário é o que mais sofre com a vida nada livre do jornalista. Alguns são tão aventureiros que chegam a criar seus próprios blogs. Apreciador das línguas estrangeiras (e outras línguas também), ele tem tudo para ser correspondente internacional. É o típico jornalista que, quando criança, sonha cobrir uma guerra.

O jornalista de Capricórnio jamais perde um texto por se esquecer de salvá-lo. Também não perde a hora da entrevista e muito menos o deadline. São os capricornianos que ficam na redação enchendo o saco com o “dez minutos pro fechamento”, “cinco minutos pro fechamento”. Metódico, é o único jornalista capaz de organizar as finanças de jornalista.

O jornalista de Aquário tem uma visão tão grande de futuro que, para ele, o jornalismo impresso já morreu. Lê muito em tablets. Nos tempos da máquina de escrever, ele já concebia algo como um Wikileaks. Entre as moças do tempo, 93% são aquarianas, justamente por conseguirem saber se vai chover ou fazer sol no fim de semana antes de todo mundo.

O jornalista de Peixes tem uma imaginação tão fértil que, para ele, uma reportagem verídica pode se transformar num puta conto de ficção. É muito requisitado para trabalhar como analista econômico ou redator do horóscopo por esta grande capacidade inventiva. Sensível e com medo de se machucar, ele evita, todo fim de mês, olhar o próprio contracheque.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Valorize-o

"Valorize o homem que te chama de princesa, ao invés de gostosa.
Valorize o homem que te da flores, ao invés de jóias.
Valorize o homem que ao invés de pegar na tua bunda, beija tua testa e te chama de minha pequena.
Valorize o homem que segura a tua mão, sem intenção de solta-lá.
Valorize aquele homem que evita suas lágrimas, ao invés de enxugá-las.
Valorize aquele homem que te faz sorrir com apenas uma palavra.
Valorize aquele homem que te cuida, que te protege e não tem vergonha de mostrar o quanto te ama.
Valorize aquele homem que ao invés de te levar pro quarto dele, te apresenta para família dele.
Valorize aquele homem que te defende, e tem orgulho de ser seu namorado.
Valorize e diga que o ama todos os dias, pois é ele que será seu anjo protetor, e estará sempre contigo!"


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Casa de Apoio do Hospital de Câncer de Jales


Construída para oferecer conforto e comodidade, aos pacientes que realizam tratamentos diários no Hospital de Câncer de Jales, a Casa de Apoio é uma idealização solidária, que atende em média 18 pacientes e seus acompanhantes, sem custo nenhum.
A Casa esta localizada nas mediações do Hospital de Câncer e prioriza atender pacientes que se encontram com a saúde debilitada, idosos e aqueles que moram em outra cidade e não possuem renda para custear a estadia na cidade durante o tratamento. As instalações da casa contam com quatro quartos, cozinha, sala e dois banheiros. São oferecidas cinco refeições diárias sob a supervisão e cuidados do Hospital de Câncer. O objetivo é que a casa de apoio seja uma extensão do lar dos pacientes. O Hospital de Câncer proporciona maior comodidade aos pacientes e zela pelo bem estar físico e psicológico dos mesmos, e não mede esforços para que todos que necessitem do apoio, se sintam em casa durante o tratamento.  O trabalho na casa é realizado com a ajuda de uma  equipe multidisciplinar, formada de psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, ouvidoria e possui acompanhamento diário da enfermagem do Hospital. Todas as quartas-feiras é organizado um café da manhã, onde os profissionais se reúnem com os pacientes e seus acompanhantes para um “bate-papo”. Segundo Camila da Silva Garcia, responsável pela ouvidoria do Hospital, esse encontro semanal é importante, pois é o momento onde a equipe ouve os problemas dos pacientes, recebem sugestões e elogios, passam as regras da casa para os recém-chegados e orientam sobre alimentação, cuidados no dia a dia, comemoração de aniversários, etc. “É uma forma de sentir as necessidades da casa, do dia-a-dia de cada um e tentar resolvê-los da melhor forma possível”. Para a assistente social, Márcia Ochi, esses encontros também proporcionam melhorias, são momentos de integração entre os pacientes que encontram-se hospedados. “Na Casa há pacientes de vários lugares com culturas e valores diferentes e nós realizamos esse momento de integração, tornando a convivência amigável”. 
Parceiros
Além da Casa de Apoio, o Hospital conta ainda com mais três casas alugadas pelas prefeituras de Birigui, Valparaíso e Itajá (GO), atende grande número de pacientes que recebem tratamento em Jales. Outro apoio fundamental dos hotéis Palace Hotel e o Hotel Primus, que, juntos, acomodam cerca de 70 pessoas entre pacientes e acompanhantes e oferecem todo o conforto e qualidade no atendimento, desde o translado do Hospital ao hotel e vice-versa, até aos cuidados com a alimentação dos pacientes.

sábado, 20 de julho de 2013

VISCARDI ANDRADE - O novo nome do UFC Brasil

     Assim como vários lutadores, Viscardi encantou-se pelo MMA, ainda garoto, ao assistir à Royce Gracie, “finalizando todo mundo” por meio de fitas VHS que pegava na locadora. Uma criança muito ativa foi matriculado pelo pai no judô aos cinco anos de idade. Lá ficou até os 18, quando parou para fazer faculdade de Direito. Fez três anos do curso até decidir que, definitivamente, aquilo não era para ele. Foi então que saiu da faculdade, mudou-se sozinho para a capital de São Paulo. Começou a treinar “um pouco aqui e um pouco ali” como ele mesmo diz. Em 2004, teve sua grande estreia e não parou mais. Aos 29 anos, Viscardi consolidou a entrada para a casa do The Ultimate Fighter Brasil 2, ao bater um dos favoritos, Thiago Jambo, na decisão dos jurados.
     De personalidade pacata, Viscardi acredita que não tem muita cara de lutador. “Se não fosse a orelha, ninguém diria”, brinca, fazendo referência à orelha “de couve-flor”, comum em praticantes de artes marciais. Mas garante: “com essa carinha, também dá pra lutar de igual pra igual”. No tempo livre, gosta de relaxar em casa, curtir a família, ver filmes e documentários. Além disso, é muito ligado à música – particularmente rock e heavy metal. Diferentemente de muitos lutadores, Viscardi gosta de entrar para suas batalhas ao som punk dos Sex Pistols ou o heavy metal de Ed Guy. A música já teve um papel maior na sua vida – chegou a se arriscar no baixo e na guitarra em uma banda na adolescência – mas hoje, limita-se a escutar e se motivar.
     Hoje, radicado na capital de São Paulo, Viscardi toca sua própria academia para viver. Dá algumas aulas, cuida de questões administrativas e treina. Gere os negócios com a ajuda da esposa, seu “braço direito”. Após a chegada dela – que veio de Minas – Viscardi acredita ter ganhado um novo foco para a carreira. 
     Seu trunfo, acredita, é a base no judô, que o permitiu também uma base de  wrestling – modalidade que acredita ainda ser fraca entre os brasileiros. “Com isso, posso mandar onde a luta fica”, diz. Seu momento mais marcante na carreira profissional foi uma batalha contra Flávio Álvaro, destaque do MMA nacional que Viscardi nocauteou em 30 segundos. Em contraste, viveu um momento de desânimo quando sofreu duas derrotas seguidas. Porém, acreditando no seu potencial, via que o bom desempenho dos treinos poderia transparecer para as lutas com “alguns ajustes” e persistiu na carreira. Agora, vem de uma sequência de seis vitórias.
     Mesmo se não fosse lutador profissional, Viscardi ainda se veria envolvido com o mundo da luta de algum modo. Caso não pudesse mais lutar, diz, continuaria liderando a academia, “ajudando outros atletas a chegarem lá”. E é assim mesmo que pretende estar daqui a 20 anos, ainda com sua academia, mas “por hobby”, podendo sair para férias prolongadas, de vez em quando e viajando. Seu planejamento imediato de carreira é simples: vê-se no UFC em um ano, consolidando-se na organização por mais um ano e brigando pelo cinturão em seguida.
     Após o fim da experiência em frente às câmeras do reality show, o atleta da Gracie Fusion espera poder ser visto pelo público “como uma pessoa legal, que briga pelo que é seu sem passar por cima de ninguém”. Um de seus objetivos é ajudar a derrubar o estereótipo do “lutador bravo”, mostrando que, atletas de MMA são pessoas como todas as outras, “às vezes, ainda mais doces”.
     Há poucos dias de seu combate de estreia no UFC, o lutador concedeu-me uma entrevista, em que falou do assédio das fãs, das dificuldades que passou e das novidades para o decorrer do ano.


O ano de 2013 está sendo positivo para o lutador Viscardi Andrade?
Viscardi Andrade: Muito! Acabei de assinar um contrato com o maior evento de combate do mundo, o UFC (Ultimate Fighting Championship) e, ainda, estou inaugurando um grande centro de treinamento em São Paulo, o C.T. Viscardi Andrade, localizado na Rua Afonso Celso, n.803, na Vila Mariana. 

Como foi participar do reality TUF (The UltimateFighter) Brasil 2 e, também, um dos semifinalistas? E quais dificuldades você enfrentou no programa?
Viscardi Andrade: Foi tudo muito louco!(risos). O programa foi um grande aprendizado e uma realização pessoal também. Quanto às dificuldades, foram várias, mas a maior  mesmo, foi ser privado da liberdade. Estava totalmente isolado do mundo, fora que não foi fácil ficar quase dois meses morando com mais 13 caras que estavam “doidos para se pegarem na porrada” e tudo sendo monitorado 24h por dia. Realmente, essa foi a parte mais complicada de estar no programa.

Por que você lutou contra o Patolino, mesmo com a mão direita fraturada? 
Viscardi Andrade: Porque entrei no TUF para isso, para lutar e sair de lá campeão, não queria ser só mais um participante. Só eu sei o quanto ralei para ter essa oportunidade. Mas, apesar de não ter sido o campeão, fui o primeiro contratado pelo UFC e isso compensou toda a minha dedicação e esforço no programa e, também, para o meu crescimento pessoal e profissional. 

Quem acompanhou o programa pôde ver o atleta Viscardi Andrade profissional, que ama seu esporte, que possui uma postura firme e de confiança. Você acredita que todas essas qualidades e as vitórias sobre o Thiago Jambo e sobre o David Vieira, foram cruciais para o fechamento do contrato com o UFC?
Viscardi Andrade: Com certeza. Na seletiva, fiquei sabendo de muitos atletas bons que foram cortados porque deixaram-se ser levados pela emoção e choraram durante a entrevista, dizendo que era a realização de um sonho e todo aquele blá blá blá. O UFC estava ali para descobrir um superatleta, forte fisica e mentalmente. Então, assumi uma postura firme e confiante, como sou, porque, se eu não creditar 100% em mim, você acha que eles iriam confiar?

Quais são suas expectativas para a estréia no UFC Rio4?
Viscardi Andrade: As expectativas são as melhores possíveis, estou tendo pouco tempo pra treinar, apenas  45 dias, depois de 3 meses parado por causa da cirurgia na mão. Mas, a minha vontade de vencer é muito grande e, com certeza, vai ser suficiente para chegar muito bem preparado e trazer mais uma vitória para o Brasil. Estou muito ansioso para entrar no octógono do UFC e sentir aquela energia de novo.

A quem você dedica seu crescimento profissional hoje? 
Viscardi Andrade: A toda a minha equipe, que acreditou nesse sonho e me ajuda nos treinos há tantos anos e também à minha mulher, a minha família, aos amigos e alunos.

E como é o apoio da família e dos amigos?
Viscardi Andrade: O apoio é muito importante, minha família me ajuda muito, principalmente minha mulher, que esta sempre comigo, me aguentando (risos), meus amigos também são muito presentes. Aos amigos de São Paulo são basicamente parceiros de treinos, meus alunos estão comigo no dia a dia e, meus amigos que moram no interior, que estão sempre me apoiando.

E como é o assédio das fãs?
Viscardi Andrade: Nossa (risos), está muito grande. Eu não tinha noção de como seria, mas desde que saio da casa, em todo lugar que vou, o pessoal vem falar comigo, vem bater fotos e pedir autógrafos. Isso tem acontecido em muitas cidades do Brasil, onde apresento seminários e fico espantado com tamanho assédio.

Tem planos de trazer novamente eventos de luta para a cidade?
Viscardi Andrade: Tenho sim, se tudo der certo, Jales já poderá ter a segunda edição do Interior Fight, que foi um sucesso e, se Deus quiser, será, agora, no segundo semestre, com uma grande infraestrutura e grandes atletas. 

Qual a mensagem que você deixa para aqueles que torcem por você e, também, quem está ingressando na carreira?
Viscardi Andrade: Primeiro, queria agradecer a todos que torcem por mim. Quando entro para a luta, estou representando todos vocês, pois eu sei que vocês lutam comigo. Deixo aqui meu muito obrigado pela torcida, e pra quem está ingressando no esporte, tenha sempre muita garra e corra atrás de seus sonhos, porque nada na vida é fácil e o seu sucesso só depende de você.

Imagens: Google | Facebook

sexta-feira, 19 de julho de 2013

'Antes da Meia-Noite'

Por FLAVIA MARTIN

"Antes da Meia-Noite", terceira parte da trilogia de Richard Linklater, tem sensibilidade, direção impecável, atores tinindo, mas, sobretudo, possui um público-alvo muito bem definido.

Ele é precisamente o fã da irresistível história que começou no meio dos anos 1990, em "Antes do Amanhecer", quando a francesa Celine (Julie Delpy) e o americano Jesse (Ethan Hawke) se conhecem --e se apaixonam-- em um trem a caminho de Viena.

Nove anos depois do primeiro encontro, esse aficionado viu os dois perambulando por Paris em "Antes do Pôr do Sol". Jesse, casado e com filho nos EUA, lançava um livro na capital francesa. Celine, na mesma toada romântica e idealista de outrora, contava sobre seu trabalho em uma organização de proteção ambiental.

Agora, juntos, aos 40, de férias pela Grécia com amigos e as filhas gêmeas, eles engatam uma DR (discussão de relacionamento) sem fim.

Talvez a maior de todas as presentes na série --os outros dois eram mais focados em devaneios filosóficos. Na pauta de agora, os assuntos vão de banais "choques" entre culturas até temas mais pesados, como traição e morte.

Fã que é fã, no entanto, não liga. Acha pouco até. Ao final de uma sessão de pré-estreia, na última quarta-feira, um coro de "aaaahhh" lamentava os créditos que insistiam em subir. Mais não dá pra contar.

Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy)
se conhecem num trem em "Antes do Amanhecer"


Jesse lamenta não ter Celine ao seu lado em "Antes do Pôr do Sol"

Em "Antes do Anoitecer", agora casados, Jesse e Celine
discutem sobre o amor e o espaço para o romantismo na vida real
Antes da Meia-Noite
Já com cerca de 40 anos, Jesse e Celine reveem o relacionamento que começou há cerca de 20. O casal e as filhas viajam à Grécia, onde amigos os presenteiam com uma noite em um luxuoso hotel. Mas crianças, trabalhos, ambições e desapontamentos pesam sobre eles.
Gênero: Drama
Nome original: Before Midnight
País: EUA/2013
Direção: Richard Linklater
Com: Ethan Hawke, Julie Delpy e Seamus Davey-Fitzpatrick 
Duração: 108 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos

Escutatória por Rubem Alves

 Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... (O amor que acende a lua, pág. 65.)